Conte-me um pouco da sua trajetória pelo rádio!

 

       Sou do interior e a história começou há muito tempo, talvez em 1958. Comecei na Rádio Teófilo Otoni, e depois em outras emissoras de Rádio da Cidade de Teófilo Otoni. Quando vim para Belo Horizonte em 1988, passei a fazer trabalho para Rádio Caratinga com, Eurico Gade, Gino Beltrão, onde tive um grande período. Tivemos alguns nomes que hoje brilham tanto na Rádio Itatiaia, como na Própria TV Globo com o Guto Rabelo, a Kátia fazendo os programas noticiosos da Itatiaia, e sobre o comando Gino Beltrão que hoje faz parte da AMCE. Hoje estou apenas fazendo um jornal da associação dos filhos e família de Teófilo Otoni e uma vez ou outra pela emissora do interior, mas sem vínculo.

 

Você teve algo que te marcou na carreira?

 

         Estar trabalhando aqui no Mineirão, participando de uma jornada esportiva, como uma eliminatória da Copa do Mundo, com a Seleção Brasileira jogando , marca profissionalmente muito mais, para nós que trabalhamos no interior. E também com a Rádio Caratinga cheguei ao Equador, na célebre campanha do Cruzeiro da Libertadores em 1997.

 

Há alguma diferença do jornalismo de antigamente para o atual?

 

 

 

 

 

 

 

         Não existe uma grande diferença. O que sentimos falta é que os mais novos precisam vestir a camisa dos mais velhos, se doarem, que participem das jornadas com a vontade de dar uma boa informação ao ouvinte.

 

Existe alguém como referência na sua carreira?

 

        Todos que são da crônica esportiva têm referências. Eu prefiro falar de uma pessoa mais humilde, que aqui em Belo Horizonte fez um trabalho sensacional, teve a experiência de campo, mas não tem experiência de escola, faculdade, que é o Gino Beltrão. Pode dizer que foi professor de uns 10 jornalistas que hoje são considerados exemplos de profissionais.

 

A  AMCE  representa o que para você? Quando entrou na AMCE?

 

        Á partir do Eurico Gade , passei a ser associado . Desde então participei de alguns cargos da diretoria da AMCE, recentemente o Luiz Carlos Gomes assumiu a diretoria, participei da secretaria, agora faço parte do conselho deliberativo e já representei a AMCE, em alguns eventos. Considero a AMCE, como uma entidade séria, em que o cronista esportivo deve sempre estar próximo, porque ela procura dar todo apoio que o jornalista precisa.

 

Izabela Cardoso

Arnaldo Pinto Júnior- Rede Gerais

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA