Como você iniciou sua carreira ?

       A primeira lembrança que eu tenho de vida, é andando num corredor de rádio.  Desde muito pequeno fui convivendo na rádio com as pessoas. Quando eu fiz 15 anos, fui trabalhar na rádio como operador de áudio. Fiquei lá como operador de áudio, depois fui pra técnica, para gravadora, plantão de esportes com rádio escuta que tinha naquela época. Até que virei repórter e nessa época estava estudando o cinema e publicidade. Depois fiz faculdade de jornalismo. Fiquei em rádio e TV, até o ano 2000 e 2001 quando mudei para globo.

 

Qual foi a experiência que mais te marcou na sua carreira?

 

      Até por razões e dimensão histórica que tomou e porque tenho uma memória afetiva muito legal disso, por ser o último trabalho internacional que eu fiz com meu pai. Foi a Copa do Mundo de 98. Especialmente a final que foi na França, um dia muito conturbado. Aquele foi um momento muito impactante.

 

Qual a diferença do jornalismo de antigamente para o de hoje?

 

 

 

 

 

 

 

         Não vejo nenhuma diferença no conceito, nem no padrão ético das coisas. Você continua tendo que ser fiel a notícia, informação, convicções. Honesto com as pessoas, tudo que envolve. Pelo fato de você estar entregando uma informação para alguém. Mudaram foram ás tecnologias, ferramentas. Por exemplo, quando comecei a fazer rádio escuta , tinha uma prateleira na redação com 30 rádios e onda curta. Era preciso você ouvir rádio do mundo inteiro para traduzir. Hoje temos isso no celular em qualquer momento.

 

Você teve algum modelo na sua carreira?

 

        Meu pai, Osvaldo Faria. Tudo o que eu aprendi foi com ele. Aprendi com ele não só no profissional, mas na técnica. Eu e uma geração de profissionais. O valor de fazer as coisas e isso vale mais do que a técnica. Que é algo que você vai buscando, mas o valor é muito especial.

 

O que a AMCE é para você na sua carreira profissional?

 

    Tenho uma relação muito carinhosa com a AMCE. Meu pai foi sócio fundador, membro da diretoria. Lembro quando pequeno, estar brincando na sede da AMCE, tinha parquinho, um dia teve show de mágica. Onde eu vou no mundo inteiro, eu faço sempre questão de levar a minha carteira da Entidade Nacional e da AMCE.

 

De onde veio o apelido Bob Faria?

     Minha mãe tinha um cachorrinho que chamava Bob, antes de eu nascer ele morreu e ela ficou triste. Meu pai disse para ela não ficar triste e me chamar de Bob.

 

Izabela Cardoso

Bob Faria - TV Globo

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA