Descreva-me um pouco do início da sua carreira até atualmente.

 

       Comecei na Itatiaia em outubro de 1998, foi a minha primeira casa onde estou até hoje, tive muitas funções até hoje. Comecei como rádio escuta uma função que hoje já não existe no rádio, pois antigamente a internet estava começando a crescer, tínhamos na Rádio Itatiaia, vários outros rádios ligados nas grandes estações do Brasil. Na Rádio Globo do Rio, Rádio Bandeirantes de São Paulo, Rádio Gaúcha de Porto Alegre, Rádio Jovem Pam de São Paulo, para ouvir os outros jogos e programas esportivos. Hoje a Internet acabou com essa função, os resultados chegam em tempo real, jogos passam ao vivo na redação pela  Pay Per  View, mas foi assim que comecei, como Rádio Escuta. Depois passei a fazer os números do jogo, era uma situação que quem fazia era o Osvaldo Faria comentarista e chefe de esporte da Itatiaia, que acabou falecendo em 2000. Ficou esse buraco entre os comentaristas da Rádio, e o Emanuel Carneiro me colocou para fazer os números do jogo, então comecei nas jornadas esportivas. Ainda no ano 2000, grande parte da nossa equipe foi para Sidney, na Austrália para os Jogos Olímpicos, então comecei a fazer reportagens no dia a dia, depois fixei na reportagem, e em 2005 com a saída do Mauro Neto eu fui para a cobertura do América, onde fiquei até janeiro de 2012. Passei para as reportagens especiais, apresentações de programas e jornadas esportivas. Desde junho de 2016 sou apresentador da Grande Resenha Esportiva, aos domingos, depois do futebol.

 

Quais as maiores dificuldades você teve no Rádio?

 

        São muitas, e eu tenho uma grande lição na minha cabeça que é que as dificuldades não podem chegar para o ouvinte. Hoje está tudo muito difícil, você não escolhe quem você entrevista. As assessorias dos clubes praticamente impõe o entrevistado, a cobertura de grandes eventos é limitada, você precisa se virar e usar criatividade para ser diferente, pois o entrevistado vai ser o mesmo para você e para os outros repórteres, já que as dificuldades hoje são muito maiores. Quando eu comecei, não havia o critério de falar um ou dois por dia, era livre e fácil de lidar. Não sou mais setorista e não vivo mais isso, mas sei dos meus amigos que relatam.

 

Qual experiência que te marcou como cronista esportivo?

 

 

 

 

         Eu destaco três. Em 2005, na final da Copa das Confederações, em Frankfurd  na Alemanha, meu primeiro evento que eu cobri , em 2013 com o Atlético no Mundial de Clubes da Fifa no Marrocos na África, onde ficamos 18 dias na cobertura do Atlético e de todo o mundial. Você conversa com outros povos, vive outras culturas, e enriquece com isso. E tem também a Final da Copa de 2014 no Brasil, onde passei 34 dias no Rio. Na final eu estava no Maracanã para ver a Alemanha vencer a Argentina por 1 x 0 , foi também uma grande experiência.

 

Qual a diferença de cobrir um campeonato brasileiro para uma copa do mundo?

 

        Muda muito. Você está fora do Brasil , muda o costume  e geralmente fora do país, você cobre seleções , é muito diferente de cobrir um time. Você também tem a chance de cobrir a Copa Libertadores, mas isso é um jogo não um evento , não são  40 dias fora de casa , as seleções são mais fechadas  e precisa ter criatividade, precisa-se  buscar o ambiente , a cultura do local que você está , alimentação , transporte, esses destaques para você ser diferente.

 

Qual a característica da AMCE que mais te marca?

 

         Tradição. Tem muitos anos, décadas, sempre do nosso lado, sempre presente nos jogos com o cronista.

 

Izabela Cardoso

Bruno Azevedo - Itatiaia

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA