Como você começou sua carreira?

       Sou radialista e produtor cultural. Como ator tem 16 anos. No ramo esportivo comecei em 2010, quando Rodrigo Carneiro dono e diretor artístico da 98 FM, me concedeu a oportunidade de ser produtor artístico da rádio. Era uma rádio jovem que tocava músicas, e ele com um trabalho interessante, quis mudar, passando a ser de programas de humor, esporte e entretenimento em geral. Por acompanhar, ler, estudar e gostar de esporte, queria ter um programa esportivo na rádio, além do 98 futebol clube. Ele abraçou a ideia e hoje estamos com 98 esportes no ar, no qual faço parte há dois anos. Eu, Lélio Gustavo e Gleyson Lage.  Um programa que começou com a Adriana Spinelli e Marcelo Pera. Desde 2010 aconteceu, essa mudança radical na minha vida. Entrei na 98, e á partir daí no programa Ricardo Amado e no programa 98 esportes em 2011.

 

Conte-me uma experiência que você teve que te marcou?

 

       Dois momentos que me marcaram muito. Foi á conquista inédita do Atlético de 2013, que foi épica a narração do Eduardo Madeira, comentário de toda equipe 98 Futebol Clube, fiz parte da transmissão, pude ver e viver de perto os jogadores dentro do campo, que é um sonho desde criança. Assim como a conquista do Cruzeiro do Título brasileiro 2013, que não o ganhava a 10 anos .

 

Você teve algum exemplo de pessoa na sua carreira?

 

 

 

 

 

 

 

        Gosto muito de valorizar o que é daqui. Temos sim grandes nomes que você via nacionalmente como: Regis Reisnan, Marcos Ushoa, Guilherme Leme. Os daqui são: Vilibaldo Alves, Willy Gonzer, Alberto Rodrigues, Osvaldo Faria, Cafunga. Da nova geração tem Emerson Pancieri, Vinícius Grissi, Héverton Guimarães, Bob Faria. Se eu pegasse uma referência seria egoísta, então peguei um pouco de cada. O carisma do Héverton, Inteligência do Bob Faria, Coragem do Cafunga e do próprio Osvaldo Faria, e o talento do Willy Gonzer.

 

Qual a diferença do jornalismo de antes para o de hoje?

 

        Algo que eu acho um absurdo são as redes sociais e a internet. Antes quando você era o ouvinte, telespectador e até mesmo leitor de jornal, você sabia das notícias com uma velocidade que demorava mais. Esperava o jornal do outro dia para saber as notícias. Hoje existe a notícia muito rápida e a interatividade. É mais complicado porque tudo virou descartável e em uma velocidade imensa.  As redes sociais são boas no sentido que você deve escutar críticas, elogios, sugestões comentários e os ouvintes participam no seu programa. Perigoso por você criar uma proximidade que algumas pessoas confundem, desrespeitam e levam para o lado pessoal.

 

Quando você começou na AMCE, e o que ela é para você?

 

       É uma entidade importantíssima dos cronistas esportivos de Minas Gerais. Pode ser feito muito mais coisas, evoluir. Mas só dela ter sido criada, observar, ouvir, ter interação e preocupação com o profissional é uma grande conquista. Tem um cuidado especial com os profissionais de Minas Gerais. Algumas coisas mudaram o Independência nem o Mineirão são mais o mesmo. A AMCE precisa atuar em algumas coisas, estar sempre junto a Minas Arena, WA, ao governo de Minas Gerais porque ela que é a entidade que representa a classe dos profissionais como o presidente Luiz, Júnior Brasil que fazia parte da administração anterior,  são pessoas muito educadas que me trataram sempre com respeito e admiração. Eu me espelho neles e ajudo a AMCE. Porque é fácil cobrar sem fazer minha parte. É um jogo que posso fazer alguma coisa até o meu limite, e a partir daí a AMCE assume o comando. Precisa ter reuniões periódicas. Tinha um campeonato que a AMCE organizava há uns três anos atrás dos associados, técnicos e isso deveria ter mais. Sei que é difícil, mas atividades como: campeonato, reuniões, une mais a galera.

 

Como você consegue conciliar o trabalho de ator e jornalista?

 

       Minha carteira de trabalho tem tudo. Radialista, Comentarista esportivo, produtor artístico, ator, formado em odontologia, Office boy, assistente administrativo. Formei com 22 anos e trabalho desde os 16. Meu tempo é muito doido, durmo entre quatro e 6 horas por dia no máximo, mas sempre conciliei. Quando era estudante e também Office boy, estudava de manhã e trabalhava á tarde. Quando fui para faculdade de odontologia em lavras , trabalhava , jogava bola e ganhava uns trocados para ajudar pagar faculdade. Comecei a fazer teatro e era dentista de dia. Larguei a odontologia e assumi o teatro, vendia peças durante o dia e atuava a noite. Ao entrar na rádio tinha o programa 98 esportes pela manhã, á tarde o Ricardo amado, transmissões e apresentações á noite, dois filhos, mulher, dois cachorros. Tenho uma vida corrida, mas adoro o que eu faço, se fizer porque ama a correria fica leve.

 

Izabela Cardoso

CJ- 98 FM

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA