Descreva parte da sua história como profissional

       Comecei em 1977 na sucursal mineira do Jornal do Brasil, onde estagiei por nove meses antes. Ganhei o Prêmio Esso de Informação Esportiva, pela equipe do JB, em 1981 e em 1982, neste segundo ano pela cobertura da Copa do Mundo da Espanha, feita in loco. Transferi-me para a sede do jornal, no Rio, em 1985. No ano seguinte cobri minha segunda Copa ao vivo, no México como repórter, redator e repórter especial. Fiquei no JB até o fim de 1993. Em janeiro de 1994, mudei-me para São Paulo, passando a exercer o cargo de subeditor de Esportes do Estado de S. Paulo. Editei a cobertura da Copa de 1994, nos Estados Unidos, e cobri ao vivo a de 1998 na França. Permaneci no Estadão até meados de 2000, quando fui ser editor-executivo do site Netgol.com. Em 2002, como freelancer, trabalhando de madrugada, a retaguarda da Copa da Coreia do Sul e Japão. Simultaneamente, integrei a equipe do Loucos por Copa, programa ao vivo criado pela ESPN Brasil. Com o fim do Mundial, ele foi mantido na grade, passando a ser gravado quinzenalmente e tendo o nome mudado para Loucos por futebol. Em agosto do mesmo ano, regressei a Belo Horizonte, como editor de Esportes do Estado de Minas. Por três anos, acumulei os trabalhos no EM e na ESPN Brasil. No jornal mineiro, editei os Mundiais de 2006, 2010 e 2014 e as Olimpíadas de 2004, 2008 e 2012.

 

Qual sua maior experiência como cronista esportivo?

 

        As coberturas de três Mundiais ao vivo

 

Você tem ou teve alguém como referência na sua profissão?

 

 

 

 

 

 

 

          Na sucursal do JB, Eduardo Simbalista, José de Castro e Gutemberg Mota. Na sede, João Máximo, Vicente Senna, Oldemário Touguinhó e Fernando Calazans. No Estadão e no Netgol, Roberto Benevides. Na ESPN Brasil, José Trajano.

 

O que a AMCE representa na sua carreira profissional? Quando entrou na AMCE?

 

        Representou o sentimento de “pertencer à turma”. Entrei duas vezes para a AMCE. Em 1979 e, depois de anos morando fora, 2003.

 

Existe alguma diferença para você no jornalismo atual?

 

        A busca pela informação é basicamente a mesma, mas mudaram as ferramentas e o acesso. Já quase não há mais tempo para produzir uma reportagem a médio ou longo prazo. A internet e as redes sociais aceleraram sobremaneira a produção de conteúdo, para o bem e para o mal. Se ficou mais fácil apurar informações, também ficou a desinformação. A essência de buscar boas histórias é o que segura o bom jornalismo, apesar das crises econômicas e de comportamento.

 

Qual conselho você daria aqueles que estão ou vão entrar na profissão?

 

        Acreditar sempre na perseguição à notícia, ao fato, à boa história. Cada vez importa menos a plataforma em que o assunto será tratado. O fundamental é que ele não deixe de ser bem tratado.

 

Izabela Cardoso

Cláudio Arreguy- Jornal Estado de Minas

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA