Conte um pouco da sua trajetória na profissão

 

       O meu começo no jornalismo e na radiodifusão foi em Janeiro de 1951 na Rádio Cultura de Sete Lagoas. Primeiro como locutor comercial, e após um curto período, comecei a atuar na área de noticiário, e esportes. Acumulando a essas funções em 1956 tornei-me Diretor Comercial, até o meu desligamento em 1969. Portanto foram 18 anos de atividades.

 

Quais foram os desafios da carreira?

 

         Os maiores desafios foram ás adversidades em que tive na década de 50 e 60, tanto no campo comercial, quanto na tecnologia. Eram grandes ás dificuldades que enfrentávamos, pois naquela época, as atividades jornalísticas não possuíam recursos tecnológicos, que hoje estão disponíveis. Lutávamos contra tudo e contra todos, para vencermos os obstáculos.

 

O que mais te marcou como jornalista?

 

 

 

 

 

 

 

         Lutar e vencer todos os tipos de dificuldades, que surgiram em diversos setores da área radiofônica, e jornalística. Nesta oportunidade, o que marcou para sempre em minha carreia de radialista, foi uma transmissão internacional que fiz como comentarista, tendo como narrador o famoso locutor esportivo Fernando Alves,para á Rádio Cultura de Sete Lagoas. Quando o Brasil jogou um amistoso contra a seleção da Itália no Maracanã, em junho de 1951. No qual o Brasil venceu por 1 X 0, com gol de Julinho, ponteiro direito do Palmeiras. Com orgulho foi á primeira emissora do interior de Minas a transmitir um jogo de futebol internacional.

 

Você teve ou tem alguém como referência? Quem?

 

        Sim. A minha grande referencia era o então Diretor Artístico da Rádio Cultura de Sete Lagoas Wilson Tanure, pois, o considerava um grande produtor de programas culturais e crônicas, muito bem escritas para aquela época. De palavra fácil e redação brilhante este realmente, estimulou em mim toda a vontade de lutar e vencer todas as barreiras daquela época no campo jornalístico e do Rádio.

 

Existe alguma meta que ainda anseia em cumprir? Qual?

 

        No momento não existe, pois desde que me aposentei, como efetivo profissional, a única meta que tenho e permanecer sempre pertencente aos quadros da AMCE, e do Sindicato dos Jornalistas. Cujo a minha afiliação se deu em 28/02/1952. E também de acompanhar diariamente todo o movimento da imprensa nacional, especialmente, de nossa capital.

 

Quando se associou a AMCE? O que ela faz por você na carreira?

 

        Com grande honra e alegria, que me associei a AMCE em 20/04/1956. Portanto, fazendo neste ano 60 anos de filiação a nossa brilhante e brava Associação. Ela abriu vários caminhos para que eu pudesse exercer a minha função de jornalista e radialista em minha carreira de profissional.

 

Izabela Cardoso

Fábio Cecílio – Jornalista

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA