Conte-me um pouco da sua trajetória na carreira.

       Estou completando 61 anos de imprensa. Comecei meu trabalho em jornal editado e como colunista. Quando entrei para o rádio fui repórter esportivo, e hoje eu sou comentarista esportivo. Participei várias vezes á Libertadores da América, Campeonato Brasileiro, Campeonato Carioca, Campeonato Mineiro, Brasileirão. Acompanhei a decisão do Campeonato Brasileiro do Futebol de Salão em Fortaleza. Estou na Rádio Cultura de Sete Lagoas, Rádio Musirama FM, e no Jornal Sete Dias. Várias participações em Televisão, em outros Jornais Revistas.

 

Qual sua maior experiência como cronista esportivo?

 

        Foi quando nós estivemos na Argentina, cobrindo a Copa Libertadores em dois jogos, tanto Atlético X River Plate e Atlético X Boca Juniors.  E junto com o jornalista Chico Maia, fomos testemunho ocular, para transferir o jogo para outra data, pois o campo estava interditado. Fomos destaque, em vários jornais da Argentina. Uma outra experiência, foi quando nós estávamos no Paulo Sarasate , em Fortaleza , cobrindo futebol de salão, tivemos a oportunidade de acompanhar a conquista do Uracan que foi campeão brasileiro.

 

Como é ser político, vereador e jornalista?

 

 

 

 

 

 

 

        Fui vereador da cidade de Sete Lagoas, durante 10 anos. Fui Vice- Prefeito, chamado para o mandado Tantão, participei da política de vários partidos políticos, participei de momentos de 1964, e cheguei a ser Presidente da Câmara Municipal de Sete Lagoas. Aliando ao esporte, na participação pela Rádio Cultura, consegui realizar uma Copa das indústrias de Futebol de Campo, Futebol de Salão, sempre militando no meio político radiofônico e esportivo.

 

Qual dica você daria para os que estão estrando e já estão na carreira?

 

        Engrandecimento pessoal, a própria Bíblia nos ensina que “devemos dar água a quem tem sede, e alimento a quem tem fome”. Nós aliávamos o nosso trabalho, buscando fortalecer através do trabalho pessoal, aquelas pessoas que estavam sempre, na busca de dinamismo, e de crescimento.

 

Com superar a crise no jornal e na sociedade atualmente?

 

        O primeiro passo é um alerta á própria comunidade, pois estamos num período eleitoral. O fortalecimento do poder público vem de encontro á própria aspiração da comunidade. Não adianta cruzarmos os braços, não assimilar que a situação é crítica, a própria economia está dando vertente a essa situação. Nós todos temos que nos conscientizar, e buscar colocar no seu devido lugar homens e mulheres, que tem comprometimento pela salvaguarda dos interesses nacionais, estaduais e municipais.

 

Qual sua opinião com relação á ética no jornalismo?

 

        Cada um pensa de uma maneira diferente. Busca extravasar seus conhecimentos seja cultural, artístico ou filosófico, para expor para o leitor, ouvinte, aquele que está á frente da televisão, de conhecimentos novos, principalmente de passagens angustiantes, dentro da própria comunidade. Temos informações diretas, e vários jornalistas que buscam fazer baseados na retaliação, daquilo que realmente é positivo, para se conseguir um objetivo. Esse objetivo, precisa ser alcançado com lealdade, respeito, credibilidade, acima de tudo com participação ativa. Mas depende muito daqueles que trabalham na imprensa. Existe sim ética no jornalismo, muitos fogem talvez até pelo campo educacional, ou seja, a forma como se conduziu. Se dependermos da credibilidade, respeito e responsabilidade das pessoas podemos dizer que existe a ética. Pois todos aqueles que não estão nessa linhagem estão sem compromisso com a verdade.

 

Qual a característica essencial num jornalista\cronista esportivo?

 

         Lealdade, respeito, e saber mostrar para a comunidade o que é verdade. E não adianta nada um comentarista colocar em evidência o que não está acontecendo.

 

Você tem algum exemplo ou modelo na sua carreira?

 

        São tantas pessoas, algumas que já partiram e que trabalhei com elas, como Vilibaldo Alves. Agora recentemente o Eurico Gade da Rádio Caratinga. Não posso esquecer-me do Gino, que trabalha na AMCE. Antes de ele estar, na AMCE, ele foi um potencial dos estádios, campo de futebol, sempre com comportamento ético e profissional. É uma das pessoas que se abraça no coração, pedindo a Deus que o conserve por anos.  É difícil citar nome por nome, pois você pode esquecer algum por injustiça

 

Quando você se ingressou na AMCE? O Que ela é para você na sua carreira profissional?

 

          Ingressei-me á AMCE em 1978. Ela é Muito importante. Pois o princípio do trabalho profissional da pessoa é o associativismo. Além do mais você precisa buscar, comtemplar para o seu trabalho, o exemplo daqueles que o antecederam, em vários segmentos, buscar avisar os pontos positivos. A AMCE para mim é parte do meu coração, a grandeza de estar participando é um fenômeno, quantos outros existem por ai, que muitas vezes tentaram e não conseguiram, porque lhes faltaram á credibilidade da verdade, a sinceridade, a justeza e o compromisso do seu trabalho profissional.

 

 

Izabela Cardoso

Geraldo padrão- Cronista esportivo

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA