Como você iniciou sua carreira ?

       O Jornalismo acabou sendo uma consequência, porque eu já era radialista, e queria  aprender um pouco mais. Os processos de rádio você precisa dominar, conhecer. Era locutor da 98, tinha começado em uma rádio que era estritamente musical, com algumas brechas para o jornalismo. Fui convidado para escrever para rádio. Fui tentar um vestibular, passei , consegui fazer um bom curso. Logo depois fui convidado pela própria rádio para desenvolver um projeto de esportes, futebol, para 98. Reunimos a equipe, juntamos o conhecimento de todos e bolamos o formato 98 futebol clube, dosando jornalismo e humor. Com interatividade, entrevistas, promoções. Era fundamental trazer o jornalismo para dar credibilidade e orientar. O rádio me levou a faculdade, e foi o que me trouxe para a profissão, mais preparado.

 

Qual foi a experiência te marcou muito?

 

      Fazer o futebol, no estádio. Trabalhar numa transmissão de futebol. E acompanhar o time para o qual eu torço, conquistar um título importante. Sou atleticano, e todos aqui na 98 fazemos questão de revelar para qual time torcemos. Acreditamos que isso nos aproxima muito do nosso ouvinte, estabelece uma relação de confiança, honestidade. Você trabalhar com o que você gosta. Em um estádio de futebol, vivendo a emoção e podendo se manifestar como torcedor, mantendo equilíbrio isenção. A conquista da Copa da Libertadores de 2013 no Mineirão contra o Olímpia, foi inesquecível.

 

Você teve alguém como exemplo na carreira?

 

        Eu gosto de pegar uma grande referência que é a Rádio Itatiaia, tenho vários amigos lá, ouvinte desde menino. O Emanuel, Mário Henrique, Alberto Rodrigues, Milton Naves, Williy Gonzer, Armando Nogueira, sempre gostei dos textos dele, acompanhar. Sempre gostei da forma que a rádio foi concebida, parte estética, sua plástica, vinhetas.

E a questão da opinião que também é muito importante.

 

Como é o jornalismo de hoje? E qual a diferença para o de antigamente?

 

    No aspecto técnico mais fácil de ter o acesso, fazer, cobrir. Hoje você tem a internet, transmissão com melhor qualidade, imagem melhor.  Hoje na Europa você pega transmissões com qualidade 4K, e no Brasil o Full HD. No rádio melhor qualidade de som, com compressores de voz, microfone. Na parte da execução do jornalismo, você tem vários formatos. Aprender como consumidor de notícias e não absolver totalmente. Como por exemplo, as redes sociais, páginas da internet blogs. Aumentou muito o acesso, a qualidade. Mas é preciso estar preparado por que hoje nem tudo é notícia, bem apurado, escrito.

 

Como você começou na AMCE, E o que ela é para você na sua carreira profissional?

     É importantíssimo, uma entidade que aproxima, respeita, apoia o profissional. Que é o que faz a AMCE, pelo cronista em Minas Gerais. Todos os processos, para executar bem o seu trabalho, passam por uma organização que vai defender seus direitos. Buscar melhorar sua relação com empresa, trabalho, seu dia a dia como jornalista. Sou da AMCE, desde 2002,quando a 98 começou a trabalhar com esporte. A 98 facilitou, a nos associarmos.

 

Qual  sua opinião da junção do humor com o esporte?

     Fundamental. O que talvez possa nos salvar, inclusive da violência dos estádios. O problema que vivemos aqui no Brasil é que as pessoas levam muito a sério o futebol e não podemos dissociar o bom humor, a brincadeira isso é o futebol, não algo doentio que mata as pessoas. O dia em que deixarmos de divertir com futebol, ele acaba.

 

Izabela Cardoso

Gilbert Campos - 98 FM

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA