Como você iniciou sua carreira ?

   Desde que eu nasci estou nessa história de esporte, meu  pai era cronista esportivo, e inclusive um dos que ajudou na fundação da AMCE, Felipe  Drummond, aliás, no mineirinho  tem nome dele em homenagem a imprensa. Eu ia para campo com meu pai  a vida inteira  e achava aquilo fascinante, eu chegava ali e estava um monte de gente que para mim era importante, Ronan  Ramos,  Armando Alberto, Armando José , Osvaldo Faria, tinha um monte de gente que para mim era importante. E eu sonhava com isso, acabei que fiz vestibular escondido do meu pai, ele morreu no dia seguinte. Então fui chamado para o jornal, ser narrador, repórter policial, para depois ser repórter esportivo.  Fiz seis olímpiadas vou para sétima  comecei em Barcelona,  Atlanta, Sidney,  Atenas, Pequim e outras. Passei a vivenciar mais na AMCE, por que quando eu era pequeno a AMCE tinha um clube e eu sou um daqueles que cresceu dentro desse clube ,ia todo fim de semana , tinha todas as famílias  as mães  , meus amigos  , os filhos iam todos juntos .

 

Quais foram os desafios que você teve?

 

   Primeiro foi provar que eu não era filho do meu pai, que eu tinha capacidade de ser jornalista, na área de esporte é mais fácil por que eu vim do esporte já joguei basquete, salão, campo, lutei judô cheguei a ser campeão brasileiro, lutei Box, JIU–JITISU, Karatê, joguei  handebol  e vôlei no meu colégio. Esse convívio de atleta seguiu e esse pessoal que jogava na época seguiu como   treinador, auxiliar, esse mundo meu continuou não desapareceu.

 

Você teve alguma experiência que te marcou mais?

 

 

 

 

 

 

    Tenho muitas, mas teve uma que me marcou muito  a do Hilda Furacão na Argentina  em 2014 a matéria da minha vida foi essa. Mas têm seis olímpiadas que eu não posso deixar de lado que é um negócio fascinante, você vai para não dormir, come na hora que dá, não sente fome nem sono, vê aquilo tudo é fascinante, fantástico como não pude ir como atleta  vive a olímpiada de outra maneira  trabalhando.

 

 

Qual a dica você dá para aqueles que estão começando agora ou já estão na área?

Eu acho que ler,  é fundamental, você nunca aprende escrever sem ler , segundo você tem que se informar , buscar ler para entender  eu tive que aprender do beisebol as regras, a função de cada jogador  o importante é ler, se você ler você aprende e convivi com várias áreas do esporte vá a treinos  para começar a entender essas coisas.

 

Você alguém como exemplo em sua carreira?

Minha família, me avô foi jornalista, meu pai jornalista, meu pai levou minha prima para a profissão, eu e a Bia somos jornalistas, meu filho é jornalista e da AMCE, minha prima e eu também  são  quatro gerações sete pessoas  e ninguém gosta de dinheiro.

 

Qual a diferença do jornalismo de antigamente para o de hoje?

O jornalista de antigamente tentava penetrar mais a notícia chegar mais perto, a geração de hoje ela já é mais solta e tem uma coisa nesse país que ajudou muito que é a falta de lei para internet. Jornal, televisão  rádio tem lei qualquer coisa errada você está dentro de uma lei, a internet você vai lá fala mal de uma pessoa e fica por isso mesmo  eu acho que essa falta de uma lei para reger a profissão na internet é que faz esse tipo de coisa eu prefiro o jornalismo de antigamente.

 

O que a AMCE é para você?

Primeiro lugar é uma entidade que defende o jornalista o cronista esportivo, e onde a gente tem oportunidade de fazer o trabalho, que tenha funções de melhorar as condições de trabalho do jornalista  e isso é fundamental no mais é uma vivência que tive a vida inteira, os amigos do meu pai eram meus amigos  e a partir daí é uma roda viva que não termina  espero não terminar tão cedo.

 

Izabela Cardoso

Ivan Drummond – Vice Presidente da AMCE

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA