Como você iniciou sua carreira e sobre a mulher no esporte?

A Web Rádio Galo tem cinco anos, nós temos o programa debate Galo há cinco anos e eu estou nesse projeto desde o início, e eu comecei por que eu tinha um blog chamava” Batom, Meião e Opinião”, só mulheres falando sobre futebol, tinha mulheres do país inteiro, e foi a partir desse blog, que os meninos me encontraram, me convidaram para começarmos um programa no You Tube. Hoje temos um programa no You Tube na segunda também na televisão na sexta, e narramos todos os jogos. Realmente em um universo extremamente masculino, a chegada da mulher é difícil, nós temos que ser muito boa, para ter um pequeno espaço. As coisas vêm mudando, hoje já temos mulheres reconhecidas pela capacidade, pela própria associação tem aumentado muito o número de credenciamento de mulheres no futebol, e isso é uma alegria, porque é uma paixão nacional, então a gente pode entender e pode saber falar de futebol muito bem. Na AMCE eu sou filiada há cinco anos, sou militante, participativa na AMCE e com muita alegria e orgulho. Então o futebol, é uma parte muito importante na minha vida hoje.

 

Quais foram os desafios na sua carreira?

 

Além da questão do reconhecimento de achar que mulher fala qualquer bobagem, isso é uma realidade, é a questão de espaço mesmo, ouvimos criticas muito engraçadas, já até me falaram ”a deve ser a dona do dinheiro”. Hoje em dia um universo mais masculino e machista, mas, essas coisas eu penso o seguinte a gente precisa ter muita segurança no que faz, eu faço isso com muita alegria, com muito prazer, então essas coisas realmente não me incomodam nunca me vai ver debatendo, não é minha posição, procuro fazer cada vez melhor e assim estudo futebol para que isso aconteça e me coloco nessa posição eu acho que só vou conquistar o espaço que eu desejo se eu realmente for boa porque isso é como o homem também se o homem também não for bom ele não tem espaço, então essa diferença de gênero tem que cair.

 

Conte- me uma experiência que você teve que te marcou bastante?

 

 

 

 

 

 

 

Eu tenho algumas para te contar, entrevistas interessantes que eu já fiz que tem muitas visualizações no nosso canal no You Tube. Agora uma que marcou muito, foi a final da Libertadores de 2013 quando Atlético foi campeão para mim é uma das experiências mais marcantes, porque eu tive a grande alegria de comentar o jogo onde meu time de coração foi campeão da libertadores, e foi nessa minha trajetória no esporte que foi a primeira vez que participei como comentarista de uma grande conquista do atlético. Então isso é muito marcante pelo amor que tenho pelo futebol, pela alegria, e marcou por ter que controlar a emoção para comentar, porque naquela hora eu só queria ser torcedora então isso foi marcante. Pela conquista, pela própria história do jogo e por essa experiência de ter que dominar a vontade de gritar muito, torcer muito para fazer um comentário coerente.

 

 

Dê um conselho para aqueles que estão começando ou já estão na área?

Primeira coisa é fazer sempre com responsabilidade , quando estamos na mídia de qualquer maneira , seja na rede social ou em qualquer outro programa de Web rádio, rádio, televisão, as pessoas que te ouvem acreditam no que você fala então assim é responsabilidade, sou muito a favor de pensar muito para falar, respeitar as opiniões diversas, e que as pessoas estudem e saibam o que estão falando. Porque falar só com paixão claro que é fundamental falar “por que a porque eu gosto do cara vou lá comentar” não é assim a gente tem que entender. Então as pessoas precisam se dedicar e o futebol por ser uma coisa muito dinâmica precisa de uma responsabilidade, flexibilidade, e de conhecimento maior.

 

Você tem ou já teve alguém na área como exemplo?

 

 Hoje por exemplo em Minas acho que a Dimara é uma referência, ela foi uma das mulheres de vanguarda falando do futebol, é uma pessoa que eu respeito muito e a gente vê que hoje tem muitas mulheres aí, mas eu admiro muito, sou viciada em rádio, estou estudando a todo tempo vários comentaristas por que a gente tem que aprender com quem tem mais tempo que a gente independente se for homem ou mulher.

 

Izabela Cardoso

Kitty Bargas- Web Galo

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA