Veículos: Jornal Tribuna de Minas, Rádio Sociedade JF ('Super B 3'), Rádio Globo Minas, Diário de Minas (BH), jornal Estado de Minas, Tv Record, TV Alterosa.

 

        Nascido em Manhuaçu, aos três anos de idade Leopoldo Pereira de Siqueira mudou com a família para Juiz de Fora. Lá formou-se em Comunicação Social pela UFJF. Foi assessor de imprensa do Sport Club e diretor do sindicato de jornalistas local em 87. O início como repórter de esportes foi no extinto Diário de Minas, passando posteriormente ao jornal Tribuna de Minas e à antiga Rádio Sociedade, atualmente Rádio Solar.

        Em 21 de abril de 1987 transferiu-se para Belo Horizonte, para assumir a editoria de esportes da Tribuna. Na capital mineira, fez parte também da equipe da Rádio Globo Minas. Pelo jornal, foi premiado por uma matéria sobre hipismo; pela rádio, por uma reportagem sobre catadores de papel.

        Passou pela Rede Record e pela editoria de polícia do jornal Estado de Minas, antes de entrar para a TV Alterosa em 1992. Na emissora, foi repórter do telejornal Aqui Agora, ao lado de Laudívio Carvalho, Ronaldo Martins, Tom Paixão e Vânia Turce. A versão mineira do jornalístico foi extinta em 1995 e ele passou a trabalhar no Alterosa Notícias, até voltar à reportagem esportiva em 1997. Em 2000 foi promovido, passando a exercer as funções de editor-responsável e apresentador fixo do Alterosa Esporte. Desde 2008, aos sábados, ele também está à frente do programa Bola na Área, parceria da TV Alterosa com a Rádio Itatiaia.

 

 

Você teve alguma experiência quando criança que motivou a seguir a área da comunicação?

 

           Leopoldo: sempre gostei de escrever. e de conversar e brincar muito em sala de aula (rsrs). Quando jovem, criei um jornalzinho familiar. que arrancava risos e algumas repreensões dos mais velhos... gostava também de escrever contos e poemas. Naturalmente, essa vocação foi me levando para a faculdade de Comunicação.

 

Especificamente o esporte?

 

               Leopoldo: durante o curso de Jornalismo nunca fiz escolha por um setor específico. Mas a minha primeira experiência em jornal (Tribuna de Minas), ainda como estagiário, foi na editoria de esportes.

 

Como foi a experiência de cobrir duas copas do mundo?

 

 

 

 

           Leopoldo: uma das melhores experiências da carreira de um cronista esportivo é Copa do Mundo. A oportunidade de cobrir a maior competição de futebol do planeta, e ainda tendo contato com outras culturas, contribui para o crescimento pessoal e profissional de qualquer um. A primeira foi em 2006, na Alemanha, país que sonhava conhecer e acabei cruzando 15 mil quilômetros com a equipe da Tv Alterosa cobrindo a Seleção Brasileira em diversas cidades. Foram 55 dias, contando a preparação em Weggis, na Suíça. Neve, frio, alemães tendo a grande oportunidade de abrir o país e o coração para um mundo acostumado a vê-los sob a mancha do Nazismo... Uma seleção brasileira perfeita no papel e deficiente em campo... Grandes estrelas do futebol mundial... Novas tecnologias... Nós transmitíamos o material por Internet; tínhamos grandes dificuldades, mas chegamos a dar informações com mais rapidez que os demais.

         A segunda Copa - 2010, na África do Sul - foi igualmente enriquecedora. Um país pobre, recém-saído (ou não?) do peso do racismo... Menos ilusões futebolísticas com a seleção do Dunga. Porém, um desafio grande na cobertura. Fiz parte de uma equipe maior (7 pessoas), que enviavam material em convergência para os veículos dos Diários Associados (tvs, jornais, portal e rádios). Chegamos a montar um "QG", com estúdios e redação numa casa alugada na periferia de Johannesburgo. Depois de sofrermos alguns dias pulando de hotel em hotel, o carro cheio de equipamentos... Isso porque a empresa credenciada pela Fifa deu um tremendo golpe deixando centenas de profissionais de imprensa sem a reserva. Em Port Elizabeth, por exemplo, onde o Brasil foi eliminado pela Holanda, tivemos de nos instalar na lavanderia de uma lotada pousada.

         Enfim, a lição é: o profissional tem mesmo é que se desdobrar, vencer condições precárias, diferenças de costumes e alimentação, para cobrir um evento dessa magnitude.

 

 

Como você se sente sendo ícone de um projeto social tão engrandecedor que é o Troféu Leopoldo Siqueira?

 

         Leopoldo: não me sinto um ícone. Mas uma parte da engrenagem da Tv Alterosa, que nasceu para ressaltar e colaborar com as realizações mineiras, nas áreas esportiva e social

 

Ser editor responsável e apresentador é de uma responsabilidade mundo grande, qual a diferença entre comandar um programa de rádio, e ser âncora do programa esportivo mais assistido em Minas?

 

         Leopoldo: tenho muita honra e realização profissional em estar há 20 anos no Alterosa Esporte. O começo como repórter. Vendo o gradativo crescimento da audiência (e da responsabilidade!). O investimento da empresa, que enxergou nesse programa popular uma grande expectativa do público mineiro de ser informado com profissionalismo e ética, esse investimento, tornou o AE um programa ainda mais forte, assistido em todo o Estado. Com isso, e uma equipe valorosa e de garra, a nossa responsabilidade fica bem dividida. Claro que o respeito do profissional ao jornalismo ético é igual no rádio e na televisão.

 

De acordo com toda sua experiência, qual recado deixa para os “focas” e estudantes de jornalismo que ainda vão engessar na área?

 

         Leopoldo: sempre que me pedem esse "recado", faço questão de dizer que os futuros jornalistas não devem sofrer com as más notícias acerca das condições salariais e de mercado (que está mudando muito com as novas tecnologias). Garra, talento, perseverança, respeito ao público, ética são alguns dos principais ingredientes para o bom jornalista.

 

Qual sua relação com a AMCE?

 

         Leopoldo: considero de grande importância uma associação que administra e zela pela categoria. Já fui, com muita honra, vice-presidente de comunicação. Acredito que, mesmo com tantas dificuldades enfrentadas pelos profissionais, com oferta de empregos e condições cada vez mais desfavoráveis, as últimas administrações tem realizado um excelente trabalho, pois o foco é a categoria e não a promoção pessoal.

 

Thayane Marinho

 

 

Apresentador - Alterosa Esporte

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA