Descreva um pouco da sua história.

 

       Comecei na Rádio Minas. Quando terminava a jornada eu subia para a cabine, e o Celso Esquárcio que comandava a Rádio Minas, me ouviu, disse para passar na Rádio eu fui e parei aqui na Itatiaia. O que eu tenho eu devo a Emanuel.  Só tenho o quarto ano primário e estudei no colégio na Silviano Brandão, mas Deus me deu uma ótima voz.  Com ela ganhei a vida, criei onze filhos, quatro vão para o quarto período da faculdade, o Emanuel criou três para mim, e me orgulho muito de vê-los crescendo.

 

Qual experiência como radialista mais te impactou?

 

        São todas as experiências, plantão de estúdio em copas, vendo os clubes de Minas ganhando os títulos. E sempre procurando colocar no microfone emoção para quem está ouvindo.

 

O que existe na rádio antigamente que faz falta hoje?

 

 

 

 

         Nada. A Rádio acompanhou, superou muito. Aqui tem o Cláudio Carneiro filho do Emanuel que comanda. Ele pensa, vai á Alemanha, Europa, China para Rádio chegar aonde chegou. Ela é infinitamente superior a qualquer rádio do Brasil, uma das maiores em termo de tecnologia.

 

Fale uma sugestão para aqueles que vão entrar na carreira de jornalismo?

 

        Tenho três jornalistas e sempre aconselho que o jornalista, precisa primar á carreira dele pela honestidade, não se deixar vender.

E trabalhar com a verdade, pois sem a verdade você não é nada.

O Januário criou a frase usada na Itatiaia com muito orgulho para todos nós.

 

Você sente falta da verdade no Brasil em geral?

 

         Sim. Sinto falta da verdade no Brasil, damos para o país e ele não contribui com nada. O meu genro me contou que foi em lugar bem pobre e havia uma mulher, que colocou um pouco de leite, água e cachaça para criança, pois só assim ele dormiria com fome.  “O povo morrendo sofrendo, não acredito na mudança, e acredito que a ditadura tem que voltar o exército tem que assumir até colocar tudo em dia”.

 

O que a Rádio é para você?

 

        A Rádio me deu tudo, a vida, me fez homem, pai, marido. Tenho uma mulher e filhos que amo.

 

Quem na sua carreira é sua referência?

 

        Emanuel Carneiro, que é o meu Deus.

 

O que a AMCE simboliza para você?

 

       Uma vez o Osvaldo Faria me falou, eu nem sabia o que era. Ela ficava na Rua São Paulo, e o Osvaldo me indicou a conversar com o Álvaro Wilson. Sou a 114 da AMCE, me ingressei em 84,85 e tenho orgulho dessa entidade.  É uma entidade séria, tenho amigos que estão nela, alguns já se foram, passaram, outros estão no momento. É uma entidade nossa, temos que preservar e orgulhar do nome.

Izabela Cardoso

Marco Antônio Bruck-  Itatiaia

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA