Como você iniciou sua carreira?

Comecei a minha carreira vamos dizer assim por uma contingência, eu era colega de escola  do Carlos Cèsar Pinguim e ele era o famoso plantão  de esportes da Itatiaia e naquela amizade em sala de aula a gente sempre tem uma vocação , aquele ideal de ir para o rádio por que a profissão é muito bonita que todos almejam , a comunicação é realmente  uma coisa muito fantástica e eu tinha isso na minha vida .Quando menino  eu frequentava muito por que eu morava na rua Formosa logo perto da praça Estevão Lunarde, subida do independência, então a gente via a movimentação dos jogos  e acompanhava por que nessa época  a gente não tinha como ir para o estádio  e a gente acompanhava a locução e aí eu me lembro muito do Valdir Rodrigues e outros vieram depois  Vilibaldo , vieram uma série de  narradores que gritavam o gol muito bonito e isso aí contagiava a gente . Então estudante, colega do Carlos César Pinguim , e ele me levou para fazer plantão , produtor esportivo na Rádio Itatiaia, daí veio uma formação de uma seleção  mineira de Júniors , e o Mário Celso de Abreu  que era o treinador e o Osvaldo Faria me escalou para fazer a cobertura dessa seleção mineira , daí eu comecei ,a seleção mineira durou pouco tempo , dois , três meses  e eu fui fazer a cobertura do América da Alameda onde é hoje o supermercado .  Eu vivi toda aquela fase do América e assim começou minha carreira. Passei pela Rádio Itatiaia, depois pela Inconfidência, diário de minas , depois passei a trabalhar com assessoria política , fui para comunicação da Belotur , e assessoria de vereadores na câmara  municipal , e depois também assessorei os deputados  Fábio Avelar  e Ronaldo Vasconcelos assembleia legislativa e fui me aposentar na prefeitura de Joatuba onde eu trabalhei na implantação o munícipio foi emancipado em 7 de Abril de 1994 e eu fui trabalhar lá , fiquei 2 anos e me aposentei . Hoje sou Presidente de uma ONG, voluntário social e temos um trabalho com 130 crianças de risco social em General Carneiro, na Associação das Vidas Reunidas, crianças de 4 a 17 anos.

 

Qual experiência mais te marcou no início de sua carreira?

 

Houve no meu trabalho de cobertura  como repórter muitas experiências, o caso do Dopin do Edgar Maia do Atlético , o caso do descolamento de retina do Tostão e outros tantos casos  que realmente marcaram , coberturas  que a gente sempre tinha ao lado da gente pessoas  de muito gabarito como o caso do  Luiz Carlos Alves na questão do Tostão , Luiz Carlos inclusive acabou sendo o repórter da rádio em Houston , acompanhando a operação do Tostão  e muitas outras coisas .

 

 

Quais foram os desafios que você teve em sua carreira?

 

 

 

Os desafios o jornalista enfrenta  todos os dias , cada dia do jornalista é um desafio  e a gente sempre muito metódico, responsável , cumpridor dos deveres  , muito classista . Eu fui um jornalista muito classista, muito diligente sindical e uma fase  muito triste da nossa passagem  no jornalismo foi que eu como funcionário  da Itatiaia  ,enfrentei a crise econômica  que a Itatiaia enfrentou  e isso marcou muito  por que aquela crise afetou  muito a vida de todos que trabalhavam , a vida dos diligentes  , do Januário , do Emanoel, do Osvaldo , mas a de que se louvar que  nunca a peteca caiu e a Rádio Itatiaia continua sendo sempre a grande emissora que sempre foi , ás vezes a gente era incompreendido como sindicalista por que a gente tomava as posições de interesse dos trabalhadores , mas em momento algum  nós fomos contra a empresa , procurávamos mostrar sempre a nossa visão como sindicalista preservando o emprego mas preservando também a empresa é tanto que todas as profissões que a gente tinha , elas vieram demonstrar  que hoje a Itatiaia continua como ela sempre era a grande emissora  só que não podia ser  rádio jornal e televisão  porque isso é  muito complicado, depende de muita coisa o  profissional de rádio é de rádio o de TV é de TV, o jornalista de jornal é o jornalista de jornal , então não há como fazer uma salada nisso aí  e hoje eu vejo com muita alegria a consagração Rádio Itatiaia entre as três maiores  emissoras do País , maiores coberturas seja no esporte , seja no jornalismo , então isso me deixa muito realizado  e mais eu sempre aprendi também  que o jornalista que não passasse pela Itatiaia definitivamente ele não se realizava , para se realizar como jornalista o jornalista mineiro teria que passar pela Rádio Itatiaia .

 

 

Quais foram os modelos e exemplos que você teve em sua carreira?

 

É lógico que nós temos sempre um Ídolo, e os nossos ídolos  no jornalismo foram muitos , eu admirava muito o apresentador de TV o Eliaquim  Araújo , apreciava demais as narrações do Daniel Barros  que até hoje está por aí se dedica muito mais aos comerciais , e centenas porque  a muitos nomes , existe aqueles que passam dão o seu lampejo  mas ficam marcados , posso citar também como forma positiva a forma presencial marcante do Luiz Carlos Alves  que hoje não exerce mais é também publicitário , mas sempre que vai a um ou outro programa deixa as suas posições que realmente fica marcado .

 

 

Qual a diferença do jornalismo de antigamente para o de hoje?

 

É muito grande porque quando eu comecei  pelos anos 60, ás vezes para fazer uma transmissão você tinha que chegar no local , subia no poste ajudava  a fazer a ligação , você era tudo , hoje a pessoa liga a internet  e ela está do outro lado do mundo  , uma chamada por exemplo desculpe as outras emissoras  mas pelo fato de eu ter me realizado dentro da Rádio Itatiaia , uma chamada da Rádio Itatiaia que principalmente quando lida pelo Osvaldo Faria , quando ele fazia a abertura  da jornada que arrepiava  do corpo  aquela “nós abrimos para o Rádio o caminho de todos  os continentes “, uma coisa poética , maravilhosa , chamativa  que hoje você não tem , com a evolução da comunicação ficou muito mais fácil do que nos tempos que a gente trabalhou.

 

Qual o conselho você dá para os futuros jornalistas ou para quem já trabalha na área?

Eu passei pelo setor de esportes, setor comercial e pelo jornalismo na Rádio Itatiaia, inclusive jornal da Itatiaia que vai ao ar diariamente ele foi criado dentro da crise pela qual a Itatiaia passou, comigo fazendo o noticiário local e o Assírio então a cobertura política na Assembleia e esse jornal então era feito a noite e por volta de 23:30, 00:00 eu ia embora para casa  e voltava ás 06::00 da manhã para colocar o jornal no ar e o Assírio então também chegava naquele horário para fazer o jornal e depois as situações foram melhorando  vieram outras pessoas para o jornalismo , passou- se a ter uma chefia definitiva  e a Rádio Itatiaia foi voltando a normalidade , e pelas minhas mãos passaram muitos repórteres , por que a Rádio Itatiaia foi sempre a porta de entrada para o jornalismo , o estudante ia fazia faculdade mas tinha que fazer o estágio  então aí que ia aprender de fato , por que na escola a pessoa aprende o conceito , mas a vivência diária é no trabalho , tive muita satisfação , lembrança de vários amigos alguns até já faleceram , fomos dando caminho  , por onde caminhar , como gravar , fazer um relatório , abordar assuntos  e você vê ás vezes em uma entrevista  nós que éramos o editor  numa de 5 até 10 minutos você ia tirar 30 segundos  máximo 1 minuto se não  ,não caberia no jornal , isso além de preparar para sermos melhor  passava o ensinamento para outros , mostrando o repórter como ele deve ser objetivo

 

Izabela Cardoso

Messias  José – Jornalista

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA