Como você iniciou sua carreira?

No final dos anos 80, Três pontas tinha um time profissional  que era o Taque que disputava o campeonato mineiro 2 divisão , depois disputou  campeonato mineiro de 1992 que foi o quinto colado. A gente sempre gostou de rádio, acho que todo mundo que está no rádio é porque tem uma trajetória que gostava. Eu sempre queria transmitir futebol, fazer programação de  sertanejo , e no final dos anos 80 eu ingressei na rádio Três pontas AM , acompanhando os jogos do Taque e de lá para cá não parei mais.

 

Quais são os desafios que você tem na carreira?

 

São muitos a cada dia que passa, estamos sempre enfrentando esse tipo de desafio, mas hoje não mais, no início de carreira sim, o desafio de permanecer no rádio, de demonstrar que você tem capacidade ou que você tem profissionalismo para permanecer, no início da carreira sempre é tudo mais difícil, existem diretores de rádio que sabem mais do que na verdade sabem e em determinados momentos você tinha que provar, matar leão todos os dias. Posteriormente quando passou a terceirizar horários em rádio para futebol ai o desafio é maior que além de você permanecer, existe o desafio que é financeiro, a cada dia que passa você tem um grupo de pessoas, e é preciso sustentar tanto  esse pessoal que está com você do ponto de vista financeiro , bem como também as emissoras de rádio para abrir o espaço então quando está terceirizado o desafio é maior ainda.

 

Qual a experiência que mais te marcou até hoje?

 

 

 

 

 

 

 

Foram muitas, nos tivemos desafios por exemplo, com a TV, em Varginha , Três Pontas, Alterosa , com outras emissoras da região lá mas que graças a Deus também deram certo , mas foram experiências muito boas . Nós estamos em 16 de Abril foram muitos e eu vou lembrar, de Belo Horizonte na rede Mineira de Rádio , em que nós trabalhamos em um bom período  narrando futebol, que tinha como comentarista o Waldir de Castro , então em um dia especial como hoje data do falecimento de uma das pessoas mais respeitadas  da crônica esportiva de Minas Gerais , eu fico sinceramente até emocionado para falar do Waldir , porque todo  ,radialista , aprendeu muito com ele . Waldir nos ensinou muita coisa, e eu narrando futebol aqui e ele comentando. Sempre passava muita coisa importante para gente, uma pessoa que marcou muito no rádio mineiro, com conhecimento. Você que é mais jovem era época que era o auge do rádio de Minas Gerais, Ele, Vilibaldo, eram pessoas que tinham um comentário muito pertinente e que as emissoras de rádio da capital chegavam  com muita potência ao interior de Minas . Então foi uma época que o Waldir tinha uma audiência maravilhosa que marcou e  eram vários bordões ,jargões criados por ele que até hoje o pessoal fala “ Fim de papo”,  “ Aqui estou “, entre outros , então aproveito a data do dia de hoje para homenagear e externar aqui a familiares , a toda crônica esportiva, não só de minas mas como do Brasil que tenho certeza emocionado nesse dia pelo passamento da morte do Waldir , vejamos muito aí por ter no interior de Minas . Nessas viagens conversávamos muito, aprendi muito com ele  ,uma pessoa embora com conhecimento vasto que ele tinha , não guardava só para ele , passava muita coisa aos jovens , iniciantes, Guto Rabelo que hoje está com a gente na TV Globo, Cláudio Rezende que trabalhamos juntos nesse período e que muito aprendemos com ele .

 

 

Qual é o exemplo que você tem na sua carreira?

Hoje nenhum, o modelo sou eu, mas no início de carreira sim, a gente sempre pensa em parecer com alguém, um dia vou estar narrando, igual fulano de tal , e na minha época de infância era o José de Carlos Araújo da rádio Nacional na época do Rio de Janeiro , eu achava que na hora que  entrasse no rádio que eu fosse narrar futebol , eu seria um José de Carlos Araújo. E quando eu fiz o primeiro jogo em Três Pontas no Taque que eu tive a primeira oportunidade, o Mário Henrique é lá de Três Pontas o Caixa, é uma pessoa que saiu de lá então tem um legado muito grande, tem o jogador do Tarque, que esteve aqui em Belo Horizonte na Itatiaia , na Globo, que infelizmente nos deixou em 2005, mas enfim eu achava que eu dia que eu fosse narrar futebol  eu seria um José Carlos de Araújo . Quando eu narrei a primeira transmissão eu sempre faço isso, você tem que ser crítico , autocrítico  para você quando gravar as coisas  saber se está caminhando certo , se pode melhorar.  E eu gravei a primeira transmissão tentando fazer algo parecido com  a daquele que eu me espelhava que era o José Carlos , gravei o jogo e quando cheguei em casa eu ouvi e achei um desastre. Se eu for seguir essa linha , se acompanhar e me espelhar no José Carlos eu posso aposentar eu tive a autocrítica, e passei a fazer aquilo que eu achava que devia fazer narrar futebol  com meu estilo , criar outras coisas também  e estamos aí até hoje a 26 anos.

 

Qual o conselho que você dá para aqueles que estão e irão entrar na profissão?

 

Humildade, é uma das coisas que pode abrir qualquer porta desse mundo, não existe portas fechadas quando você tem humildade e dedicação ao que faz acho que tudo isso é viável ao profissionalismo, ao conhecimento ,não tenha dúvida que a pessoa que está começando, vão ter um grande futuro  e que seja realmente isso que ela gosta .Se você trabalhar naquilo que você gosta no final da vida você não trabalhou nenhum dia ,você divertiu e isso é importante.

 

O que a AMCE  é para você na sua carreira profissional?

 

Muito importante, foi uma porta de entrada até para que eu pudesse ficar no meio do pessoal aqui, na época o Luiz Carlos Gomes , nós trabalhamos juntos na Rede Gerais , o Gino Beltrão , o Waldir que citei agora a pouco , Flávio Barão e outros enfim a Associação Mineira de Cronistas  Esportivos , ela representa muito para nós  profissionais, porque é a entidade que nos representa e diga- se de passagem muito bem , e nós temos grandes amigos , grandes pessoas que não só pela amizade mas sim pela dedicação com que dirigem essa entidade séria  comprometida com os nossos anseios , grande abraço a vocês e a todos amigos .

Izabela Cardoso

Milton Gama- Rádio Sentinela de Três pontas

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA