Como você iniciou sua carreira ?

     Já tem um tempinho. Daqui a três dias completo 37 anos de carreira. Comecei na Rádio Progresso, de Monte Santo, minha terra natal, em 1979. Com 16 anos já participava de alguns programas, ia aos estádios, nos campos de futebol para acompanhar as transmissões.

Em 1980 fui  para a Rádio Difusora de São Sebastião do Paraíso. Comecei como repórter e fiz praticamente tudo: apresentava programas, fui noticiarista. Até 84 fui repórter de campo. Já tinha 32anos e então comecei a narrar. Passei por Alfenas, Passos e Campinas (SP).

Em 94 passei num concurso na Rádio Inconfidência e vim para Belo Horizonte. Fiquei até 2002, quando fui para A Rádio Globo/CBN, onde estou até hoje.

 

Conte-me uma experiência que te marcou muito?

 

      A minha primeira Cobertura de uma Copa do Mundo que foi em 98, que eu estava na rádio Inconfidência,  fui para a França,  essa talvez tenha sido assim a Cobertura mais marcante . Agora narrações são muitas, decisões. Tive a felicidade de narrar Libertadores , quando o Cruzeiro foi campeão em 1997, três conquistas do Cruzeiro da Copa do Brasil. Atlético, naquela decisão histórica da Copa do Brasil com o Cruzeiro em 2014. A  conquista em 2013 da Copa Libertadores, que eu fiz todos os jogos.  Uma narração histórica minha que é a defesa do Víctor contra o Tijuana, na defesa de um pênalti. As conquistas recentes do Cruzeiro e Campeão Brasileiro 2013 e 2014.

 

Qual a diferença do jornalismo de antigamente para o de hoje?

 

 

 

 

 

 

 

        Mudou muito no tempo da informação, talvez falte hoje mais qualidade. Que as pessoas apurem mais, o jornalismo de algum tempo ele checava tudo, ambas as partes de como tem que ser uma notícia, fazendo o lide, preparando bem, ouvindo quem deveria ser ouvido, eu acho que hoje por causa da comunicação digital, da mídia digital. Então ás vezes isso, falta um pouco de apuração, zelo, carinho, de dizer o que, ás vezes alguém coloca: alguém falou que o fulano de tal será o técnico do Atlético, do Cruzeiro, aí você lança isso de repente, não é isso, falta um pouco mais de apuração. Vejo que as mídias digitais estão aí, para que possamos saber usar, saber fazer uma ferramenta é importante, só não pode ser uma arma que dê o tiro em seu pé.

 

Você tem alguém como modelo na carreira?

        Osmar Santos para mim é um bom narrador da história do rádio brasileiro, cara que mudou o vocabulário.

 

O que a AMCE é para você?

    Quando trabalhava no interior e não era registrado, meu sonho era ser registrado na AMCE. Eu acho que ela tem um papel fundamental, ela cresceu bastante e espero que continue crescendo, que abra espaço. As mídias estão todas aí hoje não é só o rádio, só a televisão, tem os sites, blogs, tem todas as mídias, e a gente tem que ter atenção para isso. A AMCE tem o papel fundamental em dar atenção para todos e instruir a todo mundo. Existe  muita gente nova chegando, que precisa receber um pouco mais de instrução.

 

Izabela Cardoso

Pequetito- Rádio Globo

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA