Como você iniciou sua carreira?

Comecei na Itatiaia, auxiliar de plantão na época chamavam de rádio escuta, depois como redator dos programas, depois na rádio metropolitana, hoje é uma rádio segmentada  , uma rádio evangélica aqui em Belo Horizonte  e aí passei pelos setores do futebol, repórter , plantão , apresentador de programa esportivo até narrador.

 

Conte- me uma experiência que mais te impactou?

 

Eu não vou lembrar o ano, mas foi a decisão da copa “João Havelange” entre Vasco da Gama e São Caetano, naquela decisão estava  muito lotado e o alambrado cedeu . E toda a imprensa  que não era imprensa  local era de fora  colocada pelo presidente do Vasco da Gama estava dentro do alambrado ou seja os narradores estavam  com as costas no alambrado .Caiu a dez metros mais ou menos de onde nós estávamos , foi uma confusão danada , muita gente acidentada , jogo foi transferido para depois .Mas foi um negócio marcante primeiro pelo risco que a gente estava exposto ,segundo pelos acontecimentos que vimos acontecer dentro do gramado ,no estádio pessoas sendo socorridas  , tem colegas hoje que estavam comigo que lembram como se fosse uma regressão .

 

Quais são os desafios que você tem na profissão?

 

 

 

 

 

 

 

Todo jogo é um desafio, por que com um tempo se a gente não se cuida emocionalmente, psicologicamente, a gente acaba perdendo o interesse isso toda profissão, um médico é assim, um advogado, qualquer profissão é assim. Com um tempo aquilo vai ficando repetitivo e você acaba cansando, perdendo o interesse, então temos que ir alimentando isso. Não deixa de ser um desafio todo jogo ou toda temporada  chega no final você pensa será que vou continuar , está na hora de parar , vamos renovando a força e o interesse a cada ano , cada temporada.

 

 

Qual é o exemplo que você tem na sua carreira?

Como referência na minha época de adolescência, eu me interessava em ouvir futebol e aprendi a gostar  do rádio em si e ter vontade de trabalhar com ele , o que a gente ouvia em  Belo Horizonte  era um Jota Júnior  e Vilibaldo Alves. Hoje a maioria dos narradores pelo menos dos  40 de idade para cima ouviram esses caras e ficaram admirados pelo o que eles faziam com microfone na mão então isso é uma referência  hoje não ,mas no início de carreira.

 

Qual a dica que você dá para aqueles que estão começando na área ou já estão na área?

 

A comunicação em si é muito difícil, o jornalismo o rádio em si são muito difícil por que são poucas oportunidades. O espaço do mercado está cada vez menorzinho, mais apertado segmentado. Hoje por exemplo, acho que a maioria das emissoras de rádio em Belo Horizonte são religiosas uma da igreja católica, outra evangélica, de políticos, então está muito difícil. A primeira coisa é perseverança, tem que gostar e muito para entrar e continuar. Entrar não é tão complicado assim, mas continuar nele é.

 

O que a AMCE é para você  ?

 

A AMCE é uma entidade de representação dos cronistas esportivos , existem muitas críticas e isso existe  em qualquer lugar nós não podemos resolver todos os problemas  mas precisa de uma coisa básica e que eu não vejo nesses 30 anos de profissão é a união da classe e em torno da AMCE  por que para a AMCE  ajudar mais do que já ajuda  , precisa da contribuição dos associados filiados a ela e isso eu acho que não acontece, se depender do apoio de quem é associado não acontece.

Izabela Cardoso

Wonderson Oliveira-Rádio Divinópolis

PERSONAGEM DE UMA HISTÓRIA