DESDE 1939 - UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL E ESTADUAL

História

AMCE – Uma história de sucesso
Conheça um pouco mais da história da AMCE, escrita pelo jornalista Luiz Carlos Gomes.
 

Fundada no dia 25 de Julho de 1939 com o nome de Associação dos Cronistas Esportivos de Belo Horizonte, teve sua reunião de instalação na sede da Liga de Futebol de Belo Horizonte que na ocasião funcionava a Rua Espírito Santo, 424, sala 22, bem no centro comercial da capital mineira.

Esta reunião solene aconteceu com a presença de ilustres jornalistas esportivos da cidade, tendo assinado a ata de fundação as seguintes pessoas: Armando Azevedo dos Santos, que representava a Associação dos Cronistas Desportivos do Rio de Janeiro e presidiu a sessão, Antenor Silvestre da Costa Leite – representando o Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro -, Saint-Clair Valadares – presidente da Liga de Futebol de Belo Horizonte e escolhido como presidente de honra da nova entidade -, Fábio Pinto Coelho – representando o Clube Atlético Mineiro -, Canôr Simões Coelho, Leni Prata, Julio Correia, Ney Octaviani Bernis, Álvaro Celso da Trindade, Joaquim Brum de Almeida, José Olinto Mourão, Marcelo Tavares, Rui de Castro Miranda, Osvaldo Bráulio Vilhena, Domingos D’Ângelo – secretário da reunião de fundação da entidade – e José de Araujo Cotta. Conforme consta da ata oficial de fundação da associação, todas as pessoas acima citadas e que assinaram a primeira ata são considerados fundadores da entidade.

Ata de fundação da AMCE – 1939

Aos poucos, a entidade conseguiu reunir a maioria dos jornalistas que militavam na cobertura esportiva de Belo Horizonte, não só do futebol, como em outros esportes para o seu quadro de associados.

Em 1940, procurando aumentar seu raio de ação, a entidade passou a se chamar Associação Mineira de Cronistas Esportivos – AMCE, como é conhecida até os dias de hoje.

Desde seu inicio, a AMCE sempre procurou ser democrática e participava, atuando em todos os segmentos da sociedade, estimulando a pratica desportiva, as atividades sociais e de lazer e, ao mesmo tempo, congregando os radialistas e jornalistas esportivos, valorizando a profissão e defendendo com orgulho o esporte mineiro.

Entre os anos 40 e 50 era normal ver a AMCE participando ativamente da vida dos clubes mineiros, promovendo torneios, regatas, corridas, desfiles e festas.

Aos poucos o seu quadro social foi crescendo. A AMCE tinha associados espalhados em todas as regiões de Minas e, com o desenvolvimento do esporte mineiro, especialmente do futebol, a AMCE passou a atuar com desenvoltura em todo o território nacional, credenciando seus associados para o trabalho de cobertura e defendendo bandeiras importantes em favor do esporte.

Na década de 40, a AMCE através de seus dirigentes e apoiadores, desenvolveu grande movimento em favor de transformar Belo Horizonte como uma das sedes da Copa do Mundo de 50. A iniciativa foi coroada de sucesso culminou com inauguração do Estádio Independência, apelidado de Gigante do Horto e palco não só de memoráveis jogos da referida Copa, como de muitos outros grandes jogos oficiais e amistosos envolvendo os principais times de Minas. De 50 a 65, o novo estádio foi orgulho dos mineiros e viu surgir uma talentosa geração de cronistas esportivos, abrigados e estimulados pela AMCE.

Ao mesmo tempo em que empurrava o futebol mineiro rumo ao sucesso, a AMCE participava ativamente dos movimentos do futebol amador, do vôlei, basquete, futebol de salão, boxe, corridas, ginástica, natação e outros esportes. Muitos de seus associados tornaram-se especialistas em coberturas dos mais variados esportes, chegando alguns a se transformarem em grandes treinadores e dirigentes. Ao mesmo tempo, grandes atletas, ao fim de suas carreiras, entraram para os quadros da AMCE e se transformaram em excelentes cronistas esportivos.

Cronistas esportivos entrevistam o governador Magalhães Pinto – 1964

Desde sua criação, a entidade sempre foi colaboradora fiel dos clubes, das ligas, da federação e dos meios de comunicação. Serviu como mediadora em diversos momentos de crise e sempre utilizou sua força para o bem do esporte mineiro. Ajudou inclusive a organizar torneios e campeonatos, levou o nome de Minas para todos os cantos do mundo.

Com a força dos seus dirigentes e associados, abriu portas em outros estados e países, manteve sempre um entrosamento perfeito com as autoridades desportivas, governamentais, empresariais, religiosas e sociais.

A partir de 1959, a AMCE novamente agitou o meio político, empresarial e o povo de Minas para o sonho de construir um moderno estádio de futebol. Depois de muita luta, o sonho dos cronistas esportivos de Minas virou realidade. Em Setembro de 1965 era inaugurado o moderno e portentoso Estádio Minas Gerais – o famoso Mineirão. Um estádio imenso, que ganhou o título de maior estádio coberto do mundo. Uma novidade que trouxe os holofotes do mundo para Belo Horizonte.

Em 1963 colaborou de forma decisiva para a formação e organização da seleção mineira de futebol que disputou o campeonato brasileiro de seleções. Minas foi a grande campeã.

Posse do presidente Álvaro Wilson – 1971

Em 1970, a AMCE conquistou outra grande vitória, depois de lançar a idéia e mobilizar os poderes públicos, viu nascer um belo ginásio esportivo em Belo Horizonte, o famoso Mineirinho, palco de grandes eventos esportivos, shows com astros nacionais e internacionais e muitas outras atividades importantes para a cidade. Vale citar que o nome do ginásio é Jornalista Felipe Drummond, em homenagem a um dos mais importantes cronistas esportivos de Minas.

Neste tempo, a AMCE conseguiu construir um clube campestre para seus associados no bairro da Ressaca, em Contagem, município vizinho a Belo Horizonte. Este clube sediou grandes festas, torneios esportivos e muitas outras iniciativas em favor dos seus associados, dependentes e amigos. Conta a história que muitos namoros culminaram em casamento tendo o clube com cenário. Muitos filhos de associados iniciaram a prática esportiva nas piscinas, quadras e no campinho do clube. Foi uma época romântica, infelizmente atrapalhada pela chegada do progresso. Impedido de crescer por causa da superpopulação em seu entorno, prejudicado pelo transito difícil, pela falta de tranqüilidade do local e pelas dificuldades financeiras para sua manutenção, o clube foi vendido e, com os recursos obtidos, a AMCE comprou moderna sede num dos melhores bairros de Belo Horizonte, acertou suas contas e ainda conseguiu manter um conjunto de salas no Edifício Vila Rica, bem no centro da capital. A sede, batizada de Casa do Cronista Esportivo, homenageia o jornalista Januário Carneiro, um dos próceres da AMCE.

Clube da AMCE

Sempre trabalhando em favor dos cronistas esportivos e do esporte de modo geral, a AMCE conquistou a cada ano mais associados, aumentando de forma considerável seu quadro social.

Ao longo de sua profícua existência, a AMCE participou ativamente de todos os momentos do esporte mineiro e nacional. Acompanhou delegações de clubes e seleções, contribuiu de forma decisiva para o sucesso dos nossos atletas e times. Marcou presença forte nas competições nacionais, sul-americanas e em diversas copas do mundo.

Viu com orgulho, diversos dos seus associados alcançar grande prestigio profissional, muitos conquistando renome nacional e internacional. E mais, viu diversos de seus associados galgarem postos importantes na vida desportiva, política, empresarial e social de Minas e do Brasil.

26º Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos – 2000

Em 2000, pela primeira vez de forma oficial, a AMCE organizou e realizou em Belo Horizonte, o Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos. Reuniu no SESC Venda Nova representantes de todas as associações estaduais de cronistas esportivos, além dos diretores da ABRACE – Associação Brasileira de Cronistas Esportivos, dirigentes esportivos, autoridades, atletas, demais profissionais da área e estudantes de comunicação. O grande homenageado do evento foi o ex-presidente Aureliano Chaves e o consagrado treinador Telê Santana. O sucesso foi retumbante e o evento foi considerado pelos cronistas esportivos do Brasil, como o melhor já realizado até aquela data.

A partir desta época, a AMCE se instalou em sua nova sede, modernizou sua gestão, entrou para a era da informática e fomentou condições para sua estabilização econômica financeira.

Ao mesmo tempo, continuou aumentando seu quadro social, ao abrir oportunidade para o engajamento dos radialistas da área técnica em seus quadros, permitindo assim que estes profissionais trabalhem com segurança e tranqüilidade.

Continuou promovendo belos eventos, buscando a melhor qualificação dos cronistas esportivos, melhorando a cada dia o dialogo com os clubes e autoridades, buscando inclusive melhores condições para que seus associados possam ter sempre melhores condições para o desenvolvimento de seus trabalhos.

A conquista de espaço decente nos estádios para seus associados, a criação do código de ética, a modernização do estatuto, o ingresso de acompanhante dos cronistas, a lei que regulamenta o credenciamento dos profissionais de imprensa esportiva e muitos outros feitos são conquistas definitivas da AMCE.

Governador Aécio Neves recebe diretoria da AMCE – 2009

Em 2009, a diretoria da AMCE, que acabara de ser eleita, decidiu comemorar os 70 anos da entidade de forma intensa. Afinal festejar 70 anos com muita saúde e energia não é para qualquer um. Durante um ano, diversos eventos foram organizados, inclusive com visitas a todos os clubes, federações e meios de comunicação. Troféus, medalhas e diplomas foram entregues as mais variadas personalidades, associados e colaboradores. O sucesso da iniciativa foi tão grande que a AMCE ganhou o direito de realizar mais um Congresso Nacional de Cronistas Esportivos em Belo Horizonte. Com total apoio da ABRACE e de grandes patrocinadores, foi possível reunir a maioria dos dirigentes das associações estaduais de todo o Brasil, a diretoria da ABRACE e um mundo de gente das mais variadas áreas, além dos estudantes de comunicação das várias escolas da cidade.

36º Congresso de Cronistas Esportivos – 2010

O evento aconteceu nas dependências da Faculdade Estácio de Sá no bairro do Prado e no auditório do Clube dos Oficiais da Policia Militar de Minas Gerais. A programação foi montada de forma a cobrir todos os temas e esportes, com a presença de destacados palestrantes e convidados, oferecendo ao público um conteúdo rico e importante. A repercussão foi impressionante, tanto por parte dos participantes como da mídia de modo geral. Mais uma vez a imprensa esportiva do Brasil bateu palmas para o profissionalismo, a seriedade e a competência da AMCE.

Difícil descrever, mesmo que de forma reduzida, todos os feitos da AMCE. São tantos que certamente muita coisa ficou esquecida, mas permanece viva na memória de tantos que participaram e participam como dirigente ou associado da gloriosa Associação Mineira de Cronistas Esportivos.

Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, em visita à sede da AMCE

Difícil também citar nomes, tantos foram aqueles que de forma mais contundente ou de forma mais anônima contribuíram para a vida da AMCE. Em nome de todos, registramos os companheiros que ocuparam a presidência da entidade desde sua fundação. Domingos D’Ângelo, Vasco de Castro Lima, José de Araujo Cotta, Hélio Adami de Carvalho, Paulo Nunes Viera, Cipião Martins Pereira, Sócrates Alves Pereira, Ulpiano Chaves, José Flávio Dias Viera, Waldir do Espirito Santo Lau, Afonso Celso Raso, Benedicto Adami de Carvalho, Rubens Silveira, Jovelino Nunes Viera, Álvaro Wilson, Foad Abrahão Caram, Dirceu Pereira de Araujo, Erasmo Angelo, José Orlando da Silva, Flávio Geraldo Anselmo, Luiz Carlos Alves, Alberto David Jardim Decat, Osvaldo de Figueiredo Nobre, Afonso Alberto Teixeira dos Santos, Waldir de Castro e atualmente Carlos Cruz. Todos foram escolhidos democraticamente para presidir a entidade, alguns foram reeleitos, alguns ocuparam o cargo em mais de uma ocasião.

Estes presidentes, ao lado de centenas de diretores, milhares de associados, diversos funcionários e colaboradores, comandaram o barco da AMCE nestes quase 72 anos de história, lutas, vitórias, derrotas e desafios. Um trabalho voluntário, cheio de paixão, idealismo, amizade e vontade de servir.

Presidente Carlos Cruz com o governador Antonio Anastasia em solenidade pública

Hoje a AMCE é uma entidade madura, saudável, organizada. Tem um belo patrimônio, nenhuma divida, balanço no azul, quadro de associados considerável, total independência e pronta para continuar crescendo.

Os planos para o futuro são grandiosos e, como no passado, serão enfrentados com total determinação e muita vontade em fazer.

Afinal de contas, o esporte virou excelência em profissionalização e competência, os cronistas esportivos se transformaram em atletas multimídias e a AMCE que começou com uma folha de papel almaço e uma caneta tinteiro, já entrou para o mundo fantástico da moderna tecnologia. Uma entidade assim, não tem medo do futuro.

Assim, unindo ideal e espírito empreendedor, nossa história continuará sendo escrita…
Luiz Carlos Gomes – Presidente