TAÇA MINAS GERAIS COM VAGA NA SÉRIE D

Por Camargo Neto, jornalista e comentarista esportivo
Na última terça-feira, 31 de agosto, postei um comentário no Facebook para tornar pública a sugestão que fiz ao presidente do Uberlândia Esporte Clube, rebaixado para o Módulo II, para que o seu clube e os demais do Módulo II e outros quatro do Módulo I possam ter a Taça Minas Gerais como um torneio interessante no segundo semestre. Para tanto passaria a dar ao seu campeão uma vaga no Campeonato Brasileiro da Série D do ano seguinte. O presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos –AMCE-, Luís Carlos Gomes, aplaudiu a ideia, disse que quer se esforçar para que ela possa se tornar realidade e me propôs redigir esta matéria.
Ele e eu entendemos que o futebol mineiro nãopode continuar sem a Taça Minas Gerais, seu tradicional torneio do segundo semestre. Neste ano temos torneios semelhantes em todos os estados do Sul e do Sudeste, menos Minas Gerais. O Espírito Santo está fazendo a Copa Espírito Santo, cujo campeão terá vaga assegurada na Copa Verde da CBF. Considero
fundamental que a Taça Minas Gerais dê uma vaga ao campeão para o Campeonato Brasileiro da Série D do ano seguinte. Em alguns estados isto acontece e aqui em Minas já aconteceu.
Minas tem três vagas atualmente. Estudei o assunto e conclui que é muito provável Minas
Gerais conquistar mais uma vaga junto à CBF. Para tanto, o presidente da FMF, Adriano Aro, teria que levar a ideia ao presidente eleito da CBF, o paulista Rogério Caboclo, que vai tomar posse em abril de 2019, mas já manda muito na entidade, como seu diretor-executivo. Para tanto a participação de Castelar Guimarães Neto, ex-presidente da FMF e um dos vice-presidente da CBF eleitos com Rogério Caboclo é fundamental. A ideia é não pedir apenas a vaga para Minas Gerais, mas convencer a CBF a criar mais um grupo no Brasileiro da Série D, em sua primeira fase, e, portanto, quatro vagas, com o argumento de serem destinadas, como incentivo, para que as quatro federações melhor ranqueadas as destinem para o campeão de torneio realizado no segundo semestre. Aqui a Taça Minas Gerais. As quatro federações que lideram o ranking, pela ordem, são São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Para tanto, a continuidade do campeonato ficaria como foi feito este ano. Foram 68 times na primeira fase com 32 na segunda. Os classificados foram os 17 campeões de grupos mais os 15 melhores segundo colocados. Para acrescentar mais um grupo, a primeira fase passaria a ter 72 e os classificados para a segunda seriam os 18 campeões de grupos mais os 14 segundo melhores colocados. É simples assim.
MAIS INCENTIVO
O presidente Flávio Gomide, do Uberlândia Esporte Clube, me disse, desanimado, que primeiro vai pagar as dívidas que o clube tem decorrentes das participações no Mineiro, Brasileiro da Série D e as duas primeiras fases na Copa do Brasil. Isto está equacionado e os pagamentos acabarão no começo de dezembro. Os presidentes dos demais clubes mineiros se comportam de forma parecida. Vale ressaltar que o Uberlândia tem renda própria mensal superior a R$150 mil. A Caldense também tem boa renda própria. Os demais, ao que sei, não. Portanto, o presidente da FMF, Adriano Aro, precisa tomar providencias para que a gestão dos clubes do interior melhore e também agir para viabilizar a revitalização dos clubes. Para a volta da Taça Minas Gerais seria bom que fosse atrás de contatos para que pudesse pagar as arbitragens e demais despesas do jogo e até oferecer uma pequena quota aos clubes. Me ocorre a possibilidade do apoio institucional do DDMG. Poderia conseguir um copatrocínio de uma grande empresa de transporte coletivo, como a Gontijo, a Saritur etc. Outra opção seria o patrocínio do BMG, presidido pelo grande atleticano Ricardo Guimarães e que tem o Coimbra, no qual vem investindo não só em negócios de jovens jogadores, mas em seu patrimônio em
Contagem. Portanto, se houver disposição para pensar e agir muita coisa boa pode acontecer.

Texto do Jornalista esportivo Gedeão Camargo Neto – Associado da AMCE .