AMCE – Uma história de sucesso

1939/2019 – 80 ANOS

Fundada no dia 25 de Julho de 1939 com o nome de Associação Dos Cronistas Esportivos de Belo Horizonte, teve sua reunião de Instalação na sede da Liga de Futebol de Belo Horizonte que na ocasião funcionava a Rua Espírito Santo, 424, sala 22, bem no centro comercial da capital mineira.

Esta reunião solene aconteceu com a presença de vários jovens idealistas que militavam no esporte da cidade, ainda meio amador,

e de convidados. Foram os primeiros “Cronistas Esportivos” de Belo Horizonte.

Assinaram a ata de fundação, cujo original está devidamente arquivado na sede da entidade, as seguintes pessoas: Armando Azevedo dos Santos, que representava a Associação dos

Cronistas Desportivos do Rio de Janeiro e presidiu a sessão, Antenor Silvestre da Costa Leite – representando o Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro, Saint-Clair Valadares – Presidente da Liga de Futebol de Belo Horizonte e

escolhido como presidente de honra da nova entidade, Fábio Pinto Coelho – representando o Clube Atlético Mineiro,  Canôr Simões Coelho, Leni Prata, Júlio Correia,  Ney Octaviani Bernis, Álvaro Celso da Trindade,  Joaquim Brum de. Almeida,  José Olinto Mourão,  Marcelo Tavares,  Rui de Castro Miranda,  Osvaldo Bráulio Vilhena,  Domingos D’Ângelo –.

secretário da reunião de fundação da entidade e  José de Araújo Cotta.

Conforme consta da ata oficial de fundação da associação, todas as pessoas citadas, que assinaram a primeira ata, são consideradas fundadoras da entidade.

A partir dai a nova entidade foi reunindo vários outros jornalistas e radialistas que atuavam na cidade, cobrindo o futebol e outros esportes, com destaque para o vôlei, basquete, natação, box e até automobilismo.

 

Procurando aumentar seu raio de ação, a entidade também abriu espaço para integração dos radialistas e jornalistas do interior. Com a adesão de vários interioranos, a entidade sofreu sua primeira e única alteração no nome. Passou a denominar-se AMCE (Associação Mineira de Cronistas Esportivos).

Desde o inicio, a AMCE sempre procurou ser altamente democrática e participativa. Vem atuando em todos os segmentos da sociedade, colaborando com as campanhas sociais,

humanitárias e especialmente esportivas. Além de congregar, promover e valorizar os profissionais da imprensa esportiva atua como grande promotora do esporte mineiro, divulgando e valorizando nossos atletas, dirigentes e clubes.

 

A AMCE mantém ainda boa interação com os torcedores de vários clubes, tanto de Minas, como de outros estados, procurando sempre ouvir e encaminhar as reclamações e reivindicações para

os órgãos competentes. Entre os anos 40 e 60 era normal ver a Associação participando

ativamente da vida dos clubes mineiros e das federações esportivas, ajudando a organizar torneios, campeonatos, regatas, corridas, desfiles e festas em geral.

Ainda na década de 40, a AMCE por intermédio dos seus dirigentes e associados, desenvolveu grande movimento visando trazer para Belo Horizonte uma das chaves da Copa do Mundo de 1950.

A iniciativa foi coroada de sucesso, culminando com a inauguração do Estádio Independência, apelidado de “Gigante do Horto” que serviu de palco para jogos memoráveis não só da copa do mundo, como dos times mineiros.

Em 1963 coube a AMCE organizar uma seleção mineira de futebol, que conquistou o título de campeã brasileira de seleções. Nos anos 60, a AMCE lançou uma ideia considerada por muitos

como maluca. Era a ideia da construção de um estádio enorme e moderno em Belo Horizonte.

 

A AMCE mobilizou políticos, empresários, desportistas e a população, conseguindo convencer o governo do estado a investir na construção do estádio.

Foi um tremendo desafio, mas em Setembro de 1965 foi inaugurado o majestoso MINEIRÃO – titulo dado pelo cronista esportivo Milton Cólen.

Para administrar o novo e gigantesco estádio, o governo criou uma autarquia denomina ADEMG, que durante anos foi administrada por cronistas esportivos, indicados pela AMCE.

Com o MINEIRÃO, nascia também a época de ouro do futebol mineiro. Surgiram os grandes craques e vieram os títulos nacionais e internacionais. O futebol mineiro se igualou aos maiores centros esportivos do Brasil e do Mundo.

Na mesma época, a AMCE reivindicou e conseguiu viabilizar a construção do Ginásio do Mineirinho, abrindo espaço para o engrandecimento do esporte especializado e dos grandes eventos.

Época também do surgimento de vários talentos da imprensa esportiva, com as belas transmissões esportivas pelo rádio, dos famosos programas esportivos na televisão dos cadernos de esportes dos jornais.

Nossos cronistas esportivos começaram a viajar pelo mundo, acompanhando nossos times e seleção, não só do futebol, como de outros esportes.

 

 

A AMCE crescia a cada ano. O aumento do seu quadro de associados já era considerável. Veio à regulamentação da profissão, a organização do credenciamento dos profissionais e muitas outras iniciativas importantes.

A entidade comprou sua primeira sede, um conjunto de salas, localizada no centro da cidade, que atualmente está alugada. Construiu um clube de lazer em Contagem, cidade vizinha a Belo

Horizonte, onde cronistas, familiares e amigos se encontravam para momentos de lazer e esportes.

 

Com o crescimento da cidade, mudança de habito das pessoas e dificuldades financeiras para manutenção do espaço, o clube foi vendido.

Com o recurso obtido foi possível quitar várias dividas, sanear a vida financeira da entidade e ainda investir num imóvel em local mais central e acessível para todos.

Assim, no inicio dos anos 2.000, a AMCE instalou sua nova e moderna sede social e administrativa num belo e amplo imóvel, localizado no tradicional bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte.

Atualmente este imóvel próprio recebe os escritórios da entidade, sua administração e ainda tem espaço para reuniões de trabalho e atividades sociais da entidade.

Nos anos 2.000 a AMCE organizou em Belo Horizonte dois congressos nacionais da crônica esportiva, reunindo radialistas, jornalistas, dirigentes e autoridades de todo o Brasil.

Conquistou uma lei estadual que organizou o processo de credenciamento dos radialistas e jornalistas esportivos, inclusive o pessoal da área técnica.

Liderou movimento ao lado das demais associações estaduais congêneres, conquistando a aprovação da lei federal que regulamentou e disciplinou o credenciamento dos profissionais para

acesso livre em todas as praças esportivas de Minas e do Brasil. Participou ativamente da organização das atividades em Belo Horizonte, da Copa do Mundo de 2014, realizada Brasil.

Participou da organização da organização das atividades em Belo Horizonte das olimpíadas realizadas no Brasil. É parceira ativa das federações esportivas, colaborando na organização e promoção dos vários torneios e campeonatos realizados em Minas, envolvendo os mais variados esportes. Além do trabalho exclusivo de credenciamento dos profissionais da imprensa esportiva, sua missão principal, a AMCE organiza ou participa de vários cursos, palestras, seminários e congressos nacionais e internacionais, com o objetivo de melhor qualificar seus associados.

Na área de lazer e esportes, a entidade mantém time de futebol que realiza jogos de congraçamento contra outras entidades, associações e clubes, tanto na capital, como no interior, unindo o útil ao agradável, ou seja, além do esporte, fomenta campanha de doação de alimentos e roupas para entidades assistenciais.

 

Realiza também cafés da manhã, almoços, churrascos e outras atividades sociais entre seus associados e amigos. Mantem equipe própria para recepcionar e orientar os profissionais

credenciados que trabalham nos jogos de futebol e outros esportes em Belo Horizonte e nos principais eventos esportivos no interior. Como é impossível manter pessoal próprio em todos os eventos esportivos, mantem parceria com as federações esportivas ou clubes para este tipo de trabalho. A AMCE é filiada as entidades nacionais de cronistas esportivos – ACEB e ABRACE, assim como a AIPS, permitindo que seus associados possam ter acesso livre nas praças esportivas do mundo, desde que cumpridas os regulamentos de cada competição.

Desde sua fundação, a entidade sempre se primou em ser parceira das entidades, clubes e órgãos que cuidam, organizam o esporte em Minas e no Brasil. Tem assento permanente dos conselhos municipal, estadual e federal de esportes. Assim como tem presença garantida nas reuniões da Federação Mineira de Futebol e CBF quando a pauta é para organização dos eventos.

 

Os Presidentes da AMCE

Ao longo da sua existência, a presidência da AMCE foi exercida com zelo e competência por diversos companheiros. Alguns com mais de um mandado. Muitos ainda estão fortes e firmes

participando da vida da entidade como conselheiros notáveis e natos. A seguir o nome de todos que exerceram a presidência da AMCE.

Domingos D’Ângelo, Vasco de Castro Lima, José de Araújo Cotta, Hélio Adami de Carvalho, Paulo Nunes Viera, Cipião Martins Pereira, Sócrates Alves Pereira, Ulpiano Chaves, José Flávio Dias Viera, Waldir do Espirito Santo Lau, Afonso Celso Raso, Benedicto Adami de Carvalho, Rubens Silveira, Jovelino Nunes Viera, Álvaro Wilson, Foad Abrahão Caram, Dirceu Pereira de Araújo, Erasmo Ângelo, José Orlando da Silva, Flávio Geraldo Anselmo, Luiz Carlos Alves, Alberto David Jardim Decat, Osvaldo de Figueiredo Nobre, Afonso Alberto Teixeira dos Santos, Waldir de Castro, Carlos Cruz e atualmente Luiz Carlos Gomes.

Estes dirigentes, ao lado de centenas de outros que ocuparam cargos de diretoria ou colaborares nestes 80 anos da entidade, são os responsáveis pelo seu crescimento, desenvolvimento e da alta

credibilidade que desfruta nos meios esportivos e da sociedade de modo geral.

Ao chegar aos seus 80 anos de existência, a AMCE se orgulha de ser uma entidade séria, responsável, madura. Tem um belo patrimônio, todos os seus serviços são informatizados, seus compromissos financeiros totalmente em dia, sem nenhum tipo de vida e quadro social amplo e forte, abrangendo todo o território mineiro.

Os planos para o futuro são muitos. A AMCE não se acomoda, acompanha a evolução dos métodos, formulas e tecnologia, sem medo de enfrentar os desafios. Olha para traz e vê com orgulho o imenso numero de profissionais que passaram pelos seus quadros, alguns já aposentados, outros que já passaram para outro plano.

 

Da mesma forma se sente feliz e orgulhosa com todos aqueles que ainda continuam trabalhando e com a nova geração que surge a cada ano. Afinal de contas, uma associação que nasceu do idealismo de uns poucos jovens soube atravessar o tempo com a cabeça erguida e chega aos seus 80 anos cheia de energia. Com o mesmo entusiasmo e espirito empreendedor dos seus fundadores.

Viva a nossa AMCE – 80 ANOS

Luiz Carlos Gomes – Presidente

Janeiro de 2019